Uma secretaria estadual de saúde firmou contrato de gestão com uma organização social, prevendo metas de redução de fila de cirurgias eletivas e repasse vinculado ao desempenho. Paralelamente, a área de compliance do órgão foi estruturada com base em práticas de uma grande empresa privada do setor hospitalar, incluindo matriz de riscos, canais de denúncia e auditoria interna. Durante a execução, o gestor público recusou-se a pagar bonificação por produtividade a servidores efetivos, alegando que a lei de responsabilidade fiscal e o princípio da legalidade impediriam a medida, embora o contrato de gestão previsse incentivos por desempenho. Diante desse cenário, e considerando as convergências e diferenças entre a gestão pública e a privada, a decisão do gestor e a transposição de práticas privadas para o setor público devem ser analisadas à luz da seguinte compreensão: