Considere o seguinte cenário hipotético, baseado em situações recorrentes na Administração Pública Federal:
Durante auditoria interna na Secretaria de Fazenda do Estado Alfa, a comissão de correição apurou que um servidor ocupante de cargo de chefia, valendo-se de sua posição hierárquica, dirigia reiteradamente comentários de conotação sexual à sua subordinada, sempre em ambiente reservado, sem testemunhas. A servidora, temendo represálias, não formalizou denúncia na ouvidoria, mas relatou os fatos a uma colega de trabalho, que os confirmou em depoimento. A comissão, ao analisar o caso, deparou-se com a seguinte dúvida: a conduta do chefe, embora não configurasse assédio sexual nos termos estritos da lei penal, poderia ser enquadrada como assédio moral, dada a ausência de reiteração de atos concretos de humilhação ou degradação?
Com base na legislação aplicável, na jurisprudência dos tribunais superiores e nas diretrizes da Administração Pública sobre prevenção e combate ao assédio moral e sexual, assinale a alternativa correta.