Em uma organização pública que busca implementar um programa de gestão da qualidade, um gestor defende a adoção dos princípios de Philip Crosby, argumentando que sua abordagem é a mais adequada para o contexto. Durante uma reunião, ele apresenta o seguinte trecho adaptado de um manual interno:
"A qualidade é definida como conformidade com os requisitos, não como elegância. O sistema de qualidade é a prevenção, não a correção. O padrão de desempenho deve ser zero defeitos, não 'próximo o suficiente'. A medição da qualidade é o preço da não conformidade, não índices subjetivos."
Com base nesse trecho e nos conceitos de Crosby, analise as afirmações abaixo:
I. Crosby enfatiza que a qualidade deve ser avaliada por meio de custos tangíveis relacionados a falhas, rejeição e retrabalho, em vez de métricas baseadas em percepções ou graus de aceitação.
II. Para Crosby, a prevenção de defeitos é central, mas ele reconhece que, em alguns casos, a correção pós-falha pode ser mais eficiente em termos de custos, especialmente em processos complexos com alta variabilidade.
III. O princípio de 'zero defeitos' de Crosby implica que erros são inaceitáveis em qualquer circunstância, exigindo uma cultura organizacional que penalize falhas para garantir a melhoria contínua.
IV. Crosby define qualidade estritamente em termos de atendimento a especificações pré-estabelecidas, rejeitando noções que associam qualidade a atributos como luxo, inovação ou satisfação do cliente além do contratado.
Estão corretas: