O Tribunal de Justiça do Estado X, ao implementar seu Planejamento Estratégico para o sexênio 2021-2026, deparou-se com um dilema: conciliar a celeridade processual com a qualidade das decisões e a sustentabilidade financeira. Para tanto, a Presidência instituiu um Comitê de Governança Judiciária, integrado por magistrados, servidores e especialistas externos, com a missão de propor um modelo de gestão que articulasse os macrodesafios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) às peculiaridades locais. Durante os debates, emergiram três propostas distintas:
- Proposta I: Priorizar a digitalização integral dos processos físicos, com meta de eliminar o acervo em papel em dois anos, alocando 70% dos recursos de modernização nessa frente, sob a justificativa de que a agilidade processual é o principal indicador de eficiência.
- Proposta II: Adotar um balanced scorecard adaptado ao setor público, com indicadores de desempenho que contemplem não apenas a celeridade, mas também a qualidade das decisões, a satisfação dos usuários, a gestão de pessoas e a responsabilidade socioambiental, integrando as perspectivas financeira, dos clientes, dos processos internos e do aprendizado e crescimento.
- Proposta III: Concentrar esforços na capacitação de magistrados e servidores em gestão por competências, com avaliação de desempenho vinculada a metas individuais de produtividade, desconsiderando indicadores de qualidade, sob o argumento de que a excelência técnica é pressuposto e não precisa ser mensurada.
Considerando os princípios da administração judicial, do planejamento estratégico e da modernização da gestão no âmbito do Poder Judiciário, assinale a alternativa que melhor representa a abordagem mais adequada para o contexto descrito.