Leia o fragmento a seguir, extraído de um relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL):
“A globalização, ao mesmo tempo em que intensificou fluxos de comércio, capital e informação, aprofundou assimetrias estruturais entre regiões. Nas últimas décadas, observou-se um movimento paradoxal: enquanto algumas áreas se tornaram nós estratégicos de redes globais de produção e inovação, outras foram relegadas a funções periféricas, com baixa diversificação produtiva e inserção subordinada nas cadeias de valor. Esse processo não é homogêneo nem linear; ele combina integração seletiva e fragmentação socioespacial, redefinindo hierarquias urbanas e regionais.”
Com base no fragmento e em conhecimentos sobre globalização e fragmentação do espaço, analise as afirmativas:
- A fragmentação do espaço, no contexto da globalização, decorre exclusivamente de fatores naturais, como clima e relevo, que impedem a integração de determinadas regiões às redes globais.
- A seletividade dos fluxos globais privilegia áreas com infraestrutura avançada, mão de obra qualificada e estabilidade institucional, enquanto regiões com essas características ausentes tendem a exercer funções subalternas ou a serem excluídas das cadeias produtivas dominantes.
- O paradoxo mencionado no texto refere-se ao fato de que a globalização, embora promova integração econômica em escala mundial, também gera desintegração relativa de territórios que não atendem às exigências de competitividade global.
- A fragmentação socioespacial é um fenômeno restrito a países periféricos, não afetando nações centrais, uma vez que estas possuem instituições sólidas e infraestrutura homogênea em todo o território.
Estão corretas apenas as afirmativas: