O Governo Federal instituiu, por meio de decreto, o Programa Nacional de Modernização da Infraestrutura Escolar (PRONAMIE), com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino básico por meio da reforma de escolas públicas. O desenho do programa prevê a transferência voluntária de recursos da União para municípios que apresentem planos de trabalho, os quais devem ser aprovados por um comitê gestor composto por representantes do Ministério da Educação, do Ministério da Economia e de entidades da sociedade civil. Além disso, o programa estabelece que a liberação dos recursos está condicionada à comprovação, pelo município, da existência de contrapartida financeira e da capacidade técnica para executar as obras. Após dois anos de execução, o Tribunal de Contas da União (TCU) realizou auditoria e constatou que: (i) a maioria dos municípios beneficiados não atingiu as metas de reforma previstas; (ii) os recursos foram distribuídos de forma desigual, concentrando-se em municípios com maior capacidade institucional; (iii) não houve avaliação sistemática dos resultados do programa; e (iv) o comitê gestor nunca se reuniu para avaliar os planos de trabalho, que foram aprovados monocraticamente pelo secretário-executivo do Ministério da Educação.
Com base na literatura sobre avaliação de políticas públicas, no ciclo de políticas públicas, na governança e no papel do Poder Legislativo, assinale a alternativa que melhor analisa a situação descrita, considerando os conceitos de redes e coalizões de defesa, avaliação ex-ante e ex-post, e os mecanismos de controle democrático.