Texto CG3A3-I1 ____O dito popular que defende a prevenção como melhorremédio tem tanta afinidade com o dia a dia da administraçãopública que, ouso afirmar, poderia ser tido como princípio4 implícito de nosso ordenamento constitucional.Em outros termos, quando se trata da coisa pública,o “errar é humano” não vale, não pode valer. E não porque7 o ser humano não possa errar, mas porque, direta ouindiretamente, o erro custa muito caro à sociedade.O contrato superfaturado, a obra malfeita ou10 inacabada e o serviço mal prestado constituem enormedesrespeito ao contribuinte. Além de causarem grandeprejuízo a toda a coletividade, acabam sendo também os13 grandes responsáveis pelo sentimento de ausência do Estado.Diversas são as demandas da sociedade, e oadministrador, preso às limitações de um orçamento,16 ao eleger determinado investimento como prioridade,naturalmente relega outros. Por isso, cautela e planejamentodevem ser as palavras de ordem para o gasto público, sob19 todos os enfoques, especialmente nas contratações.A matemática é simples: quantos gestores, noexercício de suas administrações, conseguiram ressarcir22 os prejuízos de contratos considerados irregulares pelostribunais de contas, por superfaturamento, deficiênciana execução ou qualquer outra ilegalidade? A prática mostra25 que, uma vez executado e pago o serviço, feito está, poisnão se recupera todo o dinheiro público gasto irregularmente.Ao contrário, o dispêndio público só aumenta: são abertos28 procedimentos de apuração interna de responsabilidades,inquéritos civis, ações civis públicas... enfim, movimenta-seainda mais a máquina pública, e pouco, muito pouco,31 é recuperado.Dimas Ramalho. É melhor prevenir que remediar.Internet: <www.tce.sp.gov.br> (com adaptações). Os sentidos originais e a correção gramatical do texto CG3A3-I seriam preservados caso o termo “pois” (R.25) fosse substituído por