1 A história está repleta de exemplos de tentativas deprevisão, dos antigos gregos em seus oráculos até a atualidade,quando cérebros privilegiados dedicam sua energia a apreciar4 uma paisagem ainda inexistente. Entretanto, a visão do futuronão precisa habitar o reino da magia; pode viver na realidade,no reinado da lógica, vestindo a roupagem da ciência.7 Economistas, cientistas, sociólogos, empresários e outros tantosprofissionais exercitam a arte e a ciência de prever, ainda quecom parcimônia. Nesse campo, duas são as possibilidades.10 A primeira é forecast, previsão, em inglês. Muito utilizadapor todos aqueles que não desejam ser surpreendidos por fatosque poderiam ter sido previstos. Preferida dos economistas,13 sonda o futuro com as ferramentas dos dados, informações,gráficos. Podemos prever a inflação, a reserva de petróleo, aquantidade de chuva. Em todos os casos, a previsão baseia-se16 em séries históricas anteriores, tendências concretas, análisescientíficas. A segunda é foresight: outra palavra inglesa quetambém significa previsão. A diferença é que, nesse caso, a19 previsão não se vale de dados, mas de sentimentos; algo quepoderia também ser chamado de intuição, mas que deriva daexperiência de vida. Pessoas que dominam sua área de atuação22 devem ser respeitadas quando se referem ao futuro. Em geral,esses profissionais não são pegos de surpresa, pois têm a seufavor a consistência do forecast e a concordância do foresight.Vida Simples, nov./2010, ed. 98, p. 38 (com adaptações).Tendo por base as ideias e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os seguintes itens. Seriam preservados o sentido original do texto e as relações entre os termos da oração se a forma verbal “têm” (l.23), que está flexionada no plural por concordar com “profissionais” (l.23), fosse substituída por contam.