Considerando o disposto na Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) e a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, julgue o item a seguir.
Em um cenário hipotético, Maria, casada com João, sofreu violência patrimonial consistente na subtração de seus instrumentos de trabalho (um notebook e uma máquina fotográfica), praticada pelo cônjuge com o intuito de dificultar o exercício de sua profissão de fotógrafa. Ao registrar a ocorrência, Maria manifestou o desejo de não representar criminalmente contra João, mas solicitou medidas protetivas de urgência. Nessa situação, a renúncia à representação, manifestada em audiência especialmente designada para esse fim, antes do recebimento da denúncia, impede o prosseguimento da ação penal, ainda que o Ministério Público já tenha oferecido denúncia com base em elementos informativos colhidos antes da renúncia, desde que a renúncia seja expressa e a vítima esteja acompanhada de advogado.
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