Durante a instrução de um inquérito policial instaurado para apurar o crime de peculato, o delegado de polícia, no dia 10 de janeiro de 2024, determina a realização de interceptação telefônica, sem autorização judicial, sob o argumento de que a medida seria urgente e indispensável à apuração do fato. O juiz competente, ao tomar conhecimento da diligência, indefere a prorrogação da medida e declara a ilicitude das provas obtidas. Posteriormente, o Ministério Público oferece denúncia com base exclusivamente nos elementos informativos colhidos na interceptação declarada ilícita. A defesa, então, suscita questão preliminar acerca da validade da prova e da possibilidade de sua utilização para fundamentar a denúncia.
Considerando as disposições preliminares do Código de Processo Penal, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e a doutrina acerca das nulidades e da prova ilícita, assinale a alternativa correta.
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