O Secretário de Segurança Pública de um Estado da Federação, no exercício de competência delegada por decreto, editou ato administrativo determinando a interdição cautelar de um estabelecimento comercial, sob a alegação de risco à ordem pública. O ato foi praticado sem a observância do devido processo legal, sem motivação e por autoridade que, embora investida no cargo, não detinha atribuição legal específica para tanto, pois a lei estadual reservava tal competência ao Diretor-Geral da Polícia Civil. Dois meses depois, o ato foi revogado pelo próprio Secretário, que reconheceu a irregularidade. Diante desse cenário, considerando a teoria das nulidades do ato administrativo e os efeitos do desfazimento, assinale a alternativa correta.
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