Em um seminário sobre fundamentos epistemológicos da criminologia, dois pesquisadores debatem a respeito do estatuto científico do saber criminológico. O primeiro sustenta que a criminologia, por ter como objeto o delito, o delinquente, a vítima e o controle social, deve ser compreendida como ciência empírica e interdisciplinar, cujo método privilegia a observação e a verificação de hipóteses sobre a realidade concreta, e não a dedução a partir de premissas puramente normativas. O segundo contrapõe que, ao lidar com normas penais e com juízos de valor, a criminologia se aproximaria mais de uma ciência do espírito, de matriz compreensiva, sendo o empirismo um recurso auxiliar e não o seu eixo metodológico central.
Considerando a controvérsia apresentada e a consolidação teórica da criminologia como campo de saber, assinale a alternativa que melhor expressa a posição amplamente aceita na literatura criminológica contemporânea acerca de seu método e de seu objeto.
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