Uma Secretaria de Fazenda estadual está reestruturando sua rede corporativa para atender às exigências de segurança da informação e de disponibilidade dos serviços fiscais. A equipe de infraestrutura propôs a segmentação lógica do ambiente por meio de VLANs, com o objetivo de separar o tráfego dos servidores de banco de dados, dos serviços web e das estações de trabalho dos auditores. Durante a análise da proposta, surgiram as seguintes considerações:
- I. A criação de VLANs em switches de camada 2 permite isolar domínios de broadcast, mas não impede, por si só, a comunicação entre VLANs distintas, que depende de um dispositivo de camada 3 ou de um switch com funções de roteamento entre VLANs.
- II. O uso de links trunk entre switches, com encapsulamento 802.1Q, permite transportar o tráfego de múltiplas VLANs por um único enlace físico, sendo que a marcação de VLAN é inserida no quadro Ethernet e utilizada pelos switches para encaminhar o tráfego ao segmento correto.
- III. A implementação de VLANs nativas em portas trunk, quando mal configurada, pode permitir que quadros sem marcação sejam associados a uma VLAN de usuários, criando risco de vazamento de tráfego entre segmentos e de acesso indevido a recursos sensíveis.
- IV. A segregação por VLAN substitui integralmente a necessidade de firewalls e de listas de controle de acesso entre segmentos, pois o isolamento lógico garante que não haja comunicação entre redes distintas.
Considerando as boas práticas de segmentação de redes e os conceitos de VLAN, está correto o que se afirma APENAS em: