No âmbito da Administração Pública federal, a Comissão de Ética de determinado órgão recebeu representação anônima noticiando que um servidor ocupante de cargo de direção teria utilizado, em benefício próprio, informações privilegiadas obtidas em reunião interna para orientar decisões de investimento de parentes. Instaurado o procedimento de apuração ética, o servidor alegou, em sua defesa, que (i) a representação anônima não poderia ser conhecida, por ausência de identificação do denunciante; (ii) os fatos já estavam sendo apurados em processo administrativo disciplinar, o que tornaria inviável a atuação da Comissão de Ética; e (iii) a conduta, por não configurar enriquecimento ilícito nem dano ao erário, não se enquadraria como violação ética, mas, no máximo, como questão de conveniência administrativa.
Considerando o regime jurídico da ética no setor público, a prevenção e o combate ao assédio e à discriminação, e a jurisprudência consolidada sobre a atuação das comissões de ética, assinale a alternativa que analisa corretamente os três argumentos deduzidos pelo servidor.
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