Considere a seguinte situação hipotética, inspirada em debate doutrinário sobre a teoria das invalidades e os efeitos do negócio jurídico:
Otávio, empresário do ramo de transportes, celebrou com Régis um contrato de compra e venda de um caminhão, estipulando pagamento em 30 parcelas. No contrato, constou cláusula segundo a qual a venda somente se aperfeiçoaria se o comprador obtivesse financiamento bancário aprovado em até 60 dias. Paralelamente, Otávio, temendo eventual inadimplência de Régis, ajustou com seu amigo Cláudio que este figuraria como comprador no contrato, embora Régis fosse o real adquirente e pagador, com o objetivo exclusivo de dificultar futura penhora do veículo por credores de Régis. O contrato foi assinado por Cláudio, que nunca pagou qualquer parcela, tendo Régis efetuado todos os pagamentos diretamente a Otávio. Após o pagamento da última parcela, Régis requereu a transferência do veículo ao seu nome, mas Otávio alegou que a venda a Cláudio era nula, pois houve simulação, e que, portanto, nada devia a Régis. Sobre essa situação, assinale a alternativa correta.
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