O Estado de Alfa, por meio de sua Secretaria de Infraestrutura, realizou obra de canalização de um córrego em área urbana. Durante a execução, os engenheiros responsáveis decidiram, sem qualquer estudo técnico complementar, reduzir a largura do canal em um trecho crítico, aumentando o risco de transbordamento em períodos de chuva intensa. Meses após a conclusão da obra, ocorreram chuvas fortes na região, e o córrego transbordou, inundando diversas residências e causando danos materiais significativos aos moradores. Os moradores afetados ajuizaram ação indenizatória contra o Estado, alegando que a redução da largura do canal foi a causa direta dos prejuízos. O Estado, em sua defesa, argumentou que as chuvas foram excepcionais e imprevisíveis, configurando caso fortuito, e que a obra foi executada conforme o projeto original, sem falhas. Perícia técnica concluiu que a redução da largura do canal, embora não prevista no projeto original, foi uma decisão dos engenheiros do Estado e que, mesmo com chuvas dentro da média histórica, o transbordamento ocorreria devido à estreiteza do canal. Diante desse cenário, assinale a alternativa correta a respeito da responsabilidade civil do Estado.
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