Leia o fragmento a seguir, extraído de um relatório de consultoria sobre a reestruturação produtiva de uma indústria de autopeças:
“A direção da empresa decidiu implantar um programa de racionalização do trabalho inspirado nos preceitos da Administração Científica. Para tanto, contratou engenheiros de produção que realizaram minucioso estudo de tempos e movimentos, padronizaram ferramentas e sequências de tarefas, instituíram incentivos salariais vinculados à produtividade individual e separaram rigorosamente as funções de planejamento (exercidas pela supervisão) das de execução (exercidas pelos operários). Após seis meses, observou-se aumento da produtividade, mas também crescimento expressivo de conflitos entre trabalhadores e supervisores, além de resistência velada às novas rotinas.”
Considerando os fundamentos da Organização Racional do Trabalho (ORT) e as críticas clássicas à abordagem, a situação descrita evidencia que:
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