Leia o fragmento a seguir, extraído de um parecer técnico fictício sobre políticas de transparência fiscal:
"A transparência fiscal não se resume à publicização de números; ela exige que o cidadão compreenda o percurso do gasto público. Quando um governo divulga planilhas densas, sem mediação pedagógica, cria a ilusão de abertura sem efetivar o controle social. É como expor um mapa topográfico a quem nunca aprendeu a ler curvas de nível: a informação existe, mas o acesso ao sentido lhe é negado. Nesse cenário, a intertextualidade entre a linguagem técnica do orçamento e a linguagem cotidiana do contribuinte torna-se condição de cidadania, não mero ornamento retórico."
Considerando os mecanismos de coerência, intertextualidade e interpretação, assinale a alternativa que melhor explicita a relação entre a metáfora do mapa topográfico e a tese defendida no fragmento.
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