Um auditor fiscal da SEFAZ Nacional analisa um conjunto de transações de compras públicas realizadas por um órgão federal. Ele utiliza uma ferramenta de BI que gera indicadores de risco e dashboards para priorizar a fiscalização. Considere as seguintes situações observadas nos dados:
- I. Foram identificadas 120 compras de um mesmo item, todas com valor unitário de R$ 9.999,00, realizadas no mesmo dia, para o mesmo fornecedor, mas com números de empenho distintos, totalizando R$ 1.199.880,00. O limite para dispensa de licitação por valor é de R$ 10.000,00 por compra.
- II. Em um dashboard de anomalias, o sistema apontou um pico de transações atípicas em um único fornecedor, mas ao investigar, verificou-se que se tratava de um erro de digitação no campo 'valor total' de uma única nota fiscal, que foi corrigido posteriormente.
- III. Um relatório de mineração de dados mostrou que 80% das compras de um determinado órgão são feitas de fornecedores localizados no mesmo município do órgão, enquanto a média nacional é de 30%. Não há restrição legal para compras locais, mas esse padrão pode indicar direcionamento.
- IV. A ferramenta de detecção de anomalias utiliza um modelo de aprendizado de máquina que classifica como suspeitas todas as transações acima de R$ 50.000,00, independentemente de outros fatores. Isso gerou um volume enorme de alertas, muitos dos quais são compras regulares de grande porte.
Com base nos conceitos de identificação de inconsistências, exceções, anomalias e padrões suspeitos, indicadores de risco, relatórios e dashboards, e considerando a necessidade de priorização por risco, assinale a alternativa que apresenta a análise correta das situações descritas.