O Estado Alfa, por meio de sua Constituição Estadual, instituiu a denominada 'representação de inconstitucionalidade' de competência originária do Tribunal de Justiça local, legitimando para a sua propositura, entre outros, o Procurador-Geral do Estado, a Mesa da Assembleia Legislativa, o Defensor Público-Geral do Estado e o Conselho Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil. Em determinado caso concreto, o Procurador-Geral do Estado ajuizou representação perante o Tribunal de Justiça estadual impugnando lei estadual que, segundo alegou, violaria frontalmente dispositivo da Constituição Estadual que reproduz norma de observância obrigatória da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça, ao apreciar o pedido, negou seguimento à representação sob o fundamento de que o Procurador-Geral do Estado não detém legitimidade ativa para deflagrar o controle abstrato estadual, pois, por ser chefe da advocacia pública estadual e responsável pela defesa do Estado, sua atuação estaria em conflito com a finalidade do controle de constitucionalidade, que é a defesa objetiva da ordem jurídica. Diante desse cenário, e considerando a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal sobre o controle abstrato de constitucionalidade na esfera estadual e distrital, assinale a alternativa correta.
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