O Ministério Público ajuizou ação de improbidade administrativa contra Helena, servidora pública ocupante de cargo de provimento efetivo, e contra a sociedade empresária Alfa Ltda., imputando-lhes a prática de ato de improbidade na modalidade que importa enriquecimento ilícito. Segundo a inicial, Helena, valendo-se do cargo, teria recebido vantagem econômica indevida consistente em depósito bancário de R$ 150.000,00 realizado pela empresa Alfa, em contrapartida à celebração de contrato administrativo com dispensa indevida de licitação. A empresa, por sua vez, teria sido a beneficiária direta do ato, na forma do art. 3º da Lei nº 8.429/1992.
No curso do processo, restou comprovado que Helena praticou a conduta com dolo específico de obter vantagem indevida, mas não houve demonstração de efetivo prejuízo ao erário, uma vez que o contrato foi regularmente executado e os preços praticados estavam dentro dos valores de mercado. A empresa Alfa, por sua vez, comprovou que não tinha conhecimento da ilicitude do ato praticado por Helena, tendo sido apenas beneficiária econômica do contrato.
Considerando o regime jurídico vigente após as alterações promovidas pela Lei nº 14.230/2021, assinale a alternativa correta.
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