O Município de Vila Nova, após regular licitação na modalidade concorrência, celebrou contrato com a empresa Construforte Ltda. para a construção de uma escola pública, no valor de R$ 2.000.000,00, com prazo de execução de 12 meses. Durante a execução, no terceiro mês, o prefeito decretou estado de calamidade pública em razão de enchentes que atingiram o município, determinando a suspensão de todas as obras públicas não essenciais por 90 dias. A empresa, alegando que a suspensão lhe causaria prejuízos, solicitou a revisão do contrato para recomposição do equilíbrio econômico-financeiro, pleiteando o pagamento de indenização por lucros cessantes e a prorrogação do prazo sem aplicação de multas. A Administração, por sua vez, recusou o pedido, argumentando que a suspensão decorreu de fato do príncipe e que, portanto, não haveria direito à indenização, mas apenas à prorrogação. Diante dessa situação, considerando as disposições da Lei nº 8.666/93 e a jurisprudência do TCU sobre o tema, assinale a alternativa correta.
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