Uma indústria de médio porte está ampliando sua subestação de 13,8 kV e contratou um engenheiro para especificar os para-raios de óxido de zinco (ZnO) que serão instalados na entrada da linha aérea. A concessionária informa que a tensão máxima de operação do sistema (Um) é de 13,8 kV eficaz entre fases, a frequência é 60 Hz, e o nível de curto-circuito trifásico simétrico no ponto de instalação é de 250 MVA. O engenheiro deve considerar que a subestação está localizada em uma região com altitude de 1.200 m e que a distância entre o para-raios e o equipamento a proteger é de 15 m. Além disso, a coordenação de isolamento deve atender à NBR 8186 e às recomendações da NBR 16004. Com base nessas informações, avalie as afirmativas a seguir:
I. A tensão nominal do para-raios (Ur) deve ser no mínimo igual a 12,7 kV, pois esse é o valor da tensão máxima de operação fase-terra do sistema (Um/√3), e a norma exige que Ur seja maior ou igual a essa tensão.
II. A corrente nominal de descarga do para-raios deve ser escolhida com base na corrente de curto-circuito simétrica no local, que é de aproximadamente 10,5 kA, e, portanto, um para-raios de 10 kA atenderia, desde que a corrente de descarga nominal seja superior a esse valor.
III. A distância de 15 m entre o para-raios e o equipamento protegido pode comprometer a coordenação de isolamento, pois a onda viajante pode atingir tensões superiores à suportável do equipamento, sendo necessário reduzir essa distância ou instalar para-raios adicionais.
IV. A altitude de 1.200 m exige a correção da tensão suportável nominal de impulso atmosférico (TNI) do para-raios, uma vez que a isolação externa é afetada pela altitude, mas a tensão residual do para-raios não sofre influência da altitude.
V. O para-raios deve ser especificado com tensão nominal de 15 kV, pois a tensão máxima de operação do sistema é 13,8 kV e a norma exige uma margem de 10% para compensar variações de tensão.
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