Uma organização pública de médio porte, ao revisar seu processo de planejamento, decidiu adotar a abordagem do Balanced Scorecard (BSC) em sua formulação estratégica. Durante os debates, surgiram quatro posicionamentos distintos sobre a aplicação do BSC no setor público:
- I. A perspectiva financeira, no BSC aplicado ao setor público, tende a ser deslocada para o final da cadeia de causa e efeito, pois os recursos orçamentários são, em regra, meio para a geração de valor público, e não a finalidade última da organização.
- II. A construção do mapa estratégico exige a definição prévia de indicadores de desempenho, os quais devem anteceder a formulação dos objetivos estratégicos, sob pena de o processo se tornar meramente intuitivo.
- III. A relação de causa e efeito entre as perspectivas pressupõe que o alcance de objetivos de aprendizado e crescimento condicione o aprimoramento de processos internos, que, por sua vez, influencia a satisfação dos usuários e, por consequência, os resultados finalísticos.
- IV. A utilização do BSC dispensa a definição de missão, visão e valores, pois essas declarações são substituídas, no âmbito do modelo, pela explicitação dos objetivos estratégicos distribuídos nas quatro perspectivas.
Considerando a lógica do Balanced Scorecard e suas adaptações ao contexto público, estão corretos apenas os posicionamentos: