O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região instaurou processo administrativo disciplinar contra servidor ocupante do cargo de Técnico Judiciário, imputando-lhe a prática de ato de improbidade consistente em deixar de repassar à conta específica valores descontados de terceiros. Paralelamente, o Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o mesmo servidor, com base nos mesmos fatos. No curso do processo administrativo, antes da decisão final, o servidor requereu a suspensão do feito até o trânsito em julgado da ação judicial, sob o argumento de que a decisão penal e a civil poderiam repercutir na esfera administrativa. O órgão julgador indeferiu o pedido, prosseguiu com a instrução e aplicou a pena de demissão. Posteriormente, o servidor impetrou mandado de segurança, alegando nulidade do processo administrativo por ausência de prévia manifestação do Ministério Público e por violação ao contraditório, uma vez que a comissão processante indeferiu a produção de prova pericial contábil requerida pela defesa, sob o fundamento de que os fatos estavam suficientemente demonstrados por documentos. Diante desse cenário, assinale a alternativa correta à luz do regime jurídico-administrativo e do controle judicial dos atos administrativos.
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