Considere o seguinte diálogo entre dois estudiosos do Direito Constitucional a respeito da nacionalidade e dos direitos fundamentais na Constituição de 1988:
Estudioso I: "A Constituição de 1988, ao tratar da nacionalidade, adota como regra geral o critério do jus soli, mas prevê exceções em que o jus sanguinis é acolhido, desde que atendidas condições específicas. Além disso, a norma constitucional que atribui a nacionalidade originária ao filho de brasileiro nascido no exterior, quando este não venha a residir no Brasil nem opte pela nacionalidade após a maioridade, produz efeito de nacionalidade provisória, sujeita a condição resolutiva."
Estudioso II: "Concordo parcialmente. A chamada nacionalidade provisória decorre da combinação do art. 12, I, 'c', com o art. 12, parágrafo único, da CF, e, segundo o STF, o filho de brasileiro nascido no exterior que não promove a opção após a maioridade perde a nacionalidade brasileira, salvo se, antes disso, tiver sido registrado em repartição consular competente. Ademais, a perda da nacionalidade por aquisição voluntária de outra nacionalidade não é automática, exigindo-se processo judicial ou administrativo com contraditório, conforme a Lei de Migração."
Com base no ordenamento constitucional e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a alternativa que apresenta a análise correta das afirmações dos dois estudiosos.
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