O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região firmou parceria com o Ministério Público do Trabalho, a Defensoria Pública da União e duas universidades públicas para implantar um programa integrado de combate ao trabalho infantil. O desenho adotado prevê: (i) governança compartilhada por um comitê gestor com representantes de todos os parceiros, sem hierarquia formal entre eles; (ii) fluxos de informação padronizados, com protocolos de registro e compartilhamento de dados entre os sistemas dos parceiros; (iii) metas conjuntas de redução de casos e de encaminhamento de vítimas à rede de proteção; e (iv) avaliação periódica por indicadores acordados coletivamente. Passados doze meses, o comitê gestor identificou que os resultados ficaram aquém do esperado, embora cada organização individualmente tenha cumprido suas tarefas internas. A análise do caso revelou que: as decisões do comitê eram tomadas por consenso, mas sem clareza sobre quem responderia pela execução de cada encaminhamento; os protocolos de informação existiam, porém cada parceiro os interpretava de modo distinto; e as metas conjuntas não estavam refletidas nos planos de trabalho internos de cada instituição.
Considerando os conceitos de comunicação na gestão pública e de gestão de redes organizacionais, a situação descrita evidencia, de modo mais preciso, que o desempenho insatisfatório do programa decorreu principalmente de:
Selecione uma alternativa pra criar sua conta e salvar o progresso.