Considere o seguinte diálogo entre dois auditores fiscais da Secretaria da Fazenda de um ente federativo, a respeito da aplicação dos princípios que regem a Administração Pública:
Auditor 1: "No exercício do poder de polícia, a Administração pode embargar obra irregular sem prévia autorização judicial, pois a autoexecutoriedade decorre do princípio da supremacia do interesse público sobre o privado."
Auditor 2: "Concordo, mas acrescento que o princípio da legalidade, no âmbito administrativo, não se confunde com o princípio da legalidade geral, pois a Administração só pode agir quando a lei autoriza, enquanto o particular pode fazer tudo que a lei não proíbe."
Auditor 1: "Exato. Além disso, o princípio da impessoalidade impede que a Administração estabeleça exigências diferenciadas entre contribuintes que se encontrem em situações equivalentes, ainda que haja previsão legal autorizativa."
Auditor 2: "Por fim, o princípio da eficiência, inserido pela Emenda Constitucional n. 19/1998, tem natureza de princípio expresso e vinculante, mas não se presta a fundamentar a anulação de atos administrativos por desvio de finalidade, pois isso é próprio do princípio da moralidade."
Com base no regime jurídico-administrativo e nos princípios expressos e implícitos da Administração Pública, assinale a alternativa que analisa corretamente as afirmações dos auditores.
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