Leia o fragmento a seguir, extraído de um relatório de um ouvidor régio enviado à América portuguesa no final do século XVIII:
"Senhor, nesta capitania, a lavoura tem por braço o escravo, e por alma o rio; mas o rio, quando seca, deixa o braço sem alma e a alma sem braço. Os senhores de engenho, que tudo querem e nada poupam, compram mais cativos do que podem sustentar, e assim, na seca, morrem mais negros do que se plantam canas. E o pior é que, morrendo o negro, fica a dívida, e a dívida ata o homem livre ao senhor, de modo que a liberdade que se promete ao branco pobre se paga com o cativeiro do preto."
Considerando o contexto da economia colonial e do escravismo, o fragmento permite concluir que:
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