O Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (Decreto 4.388/2002) estabelece, no art. 17, o critério de complementaridade, segundo o qual o TPI declarará inadmissível um caso quando este estiver sendo investigado ou julgado por um Estado que tenha jurisdição sobre ele, salvo se esse Estado não estiver disposto ou não for capaz de conduzir a investigação ou o julgamento de forma genuína. Considere o seguinte cenário hipotético:
O Estado Alfa, signatário do Estatuto de Roma, instaurou investigação nacional contra um de seus nacionais por crime de genocídio ocorrido em seu território. Após dois anos de investigação, o processo foi arquivado por decisão de um tribunal nacional, sob o fundamento de que as provas eram insuficientes. Organizações internacionais de direitos humanos apontaram que o arquivamento ocorreu sem que tenham sido ouvidas as vítimas e sem que o Estado tenha adotado medidas efetivas para colher provas no exterior, embora tivesse plena capacidade de fazê-lo. Diante desse quadro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas encaminhou a situação ao Procurador do TPI, que deu início a uma investigação.
Com base nas normas do Estatuto de Roma e na jurisprudência do TPI sobre a complementaridade, assinale a alternativa correta.
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