Considere o seguinte cenário hipotético, inspirado em controvérsias reais sobre a atuação de organizações internacionais e a jurisdição da Corte Internacional de Justiça (CIJ):
O Estado Alfa, membro da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1975, depositou, em 1990, declaração de aceitação da jurisdição obrigatória da CIJ, nos termos do art. 36, §2º, do Estatuto da Corte, sem qualquer reserva. Em 2020, o Estado Beta, também membro da ONU, ajuizou ação contra Alfa perante a CIJ, alegando violação de obrigação erga omnes decorrente de norma imperativa de direito internacional geral (jus cogens), consistente na proibição de tortura. Alfa não compareceu ao processo e, antes da sentença, denunciou a Convenção contra a Tortura, da qual era parte, com efeitos imediatos. A CIJ, ao julgar o mérito, reconheceu sua competência e condenou Alfa. Paralelamente, o Conselho de Segurança da ONU aprovou resolução determinando que todos os Estados membros adotem sanções econômicas contra Alfa, com fundamento no art. 41 da Carta das Nações Unidas. O Estado Gama, membro da ONU e da Organização Mundial do Comércio (OMC), recusou-se a cumprir a resolução, alegando que as sanções violariam suas obrigações perante a OMC e que a CIJ não teria competência para julgar Alfa, pois a denúncia da convenção teria feito cessar a jurisdição da Corte.
Com base no direito internacional público, no Estatuto da CIJ, na Carta da ONU e na jurisprudência consolidada, assinale a alternativa correta.
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