Considere o seguinte cenário hipotético, inspirado em situações reais de fiscalização de direitos da pessoa com deficiência:
Em uma audiência trabalhista, o juiz determina que a empresa ré apresente laudo médico pericial para avaliar a capacidade laborativa de um empregado com deficiência física que pleiteia readaptação funcional. O perito oficial, ao examinar o empregado, conclui que, embora a deficiência seja permanente, ela não impede o exercício das funções originais, desde que sejam feitas adaptações razoáveis no ambiente de trabalho. A empresa, contudo, alega que a Lei nº 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) não obriga a realização de adaptações quando a deficiência não for a causa direta da incapacidade, e que a readaptação só seria devida se houvesse nexo causal comprovado entre a deficiência e a impossibilidade de exercer as atribuições. O empregado, por sua vez, sustenta que o Estatuto adota o modelo social de deficiência, segundo o qual as barreiras ambientais e atitudinais são fatores determinantes para a exclusão, e que a recusa da empresa em promover ajustes configura discriminação indireta.
Com base na Lei nº 13.146/2015 e na interpretação consolidada sobre o modelo social de deficiência, assinale a alternativa que melhor reflete a correta aplicação do Estatuto ao caso, considerando os conceitos de adaptação razoável, discriminação e avaliação biopsicossocial.
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