Durante fiscalização de rotina em uma repartição pública federal, o servidor estável Ricardo, investido em cargo de chefia, determina que seu subordinado, o também servidor estável Paulo, proceda à imediata remoção de um cidadão que aguardava atendimento na fila, sem qualquer motivo legal, apenas para 'dar um exemplo' e 'mostrar quem manda'. Paulo, temendo represálias funcionais, cumpre a ordem, constrangendo o cidadão a se retirar. Posteriormente, instaurado procedimento disciplinar, Ricardo alega que agiu no exercício regular de seu poder hierárquico e que Paulo, ao cumprir a ordem, não poderia ser responsabilizado. Paulo, por sua vez, alega obediência hierárquica e desconhecimento da ilicitude. Considerando o disposto na Lei n. 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade) e a jurisprudência consolidada sobre a responsabilidade de agentes públicos, assinale a alternativa correta.
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