Leia o fragmento a seguir, extraído de um ensaio crítico sobre a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos:
“O romance de Graciliano Ramos não apenas retrata a miséria do sertanejo, mas também dialoga com a tradição literária brasileira do regionalismo. Ao contrário dos romances românticos que idealizavam o índio e a paisagem tropical, a obra de 1938 expõe a crueza da realidade social e econômica do Nordeste. Nesse sentido, a personagem Fabiano, com sua linguagem truncada e sua consciência fragmentada, representa não só o homem explorado, mas também a própria dificuldade de representação do subalterno na literatura. O narrador, por sua vez, ao adotar um discurso indireto livre que mescla a voz do narrador e a de Fabiano, rompe com a distância entre o intelectual e o oprimido, criando uma tensão estética que é também política.”
Considerando a relação entre o texto e seu contexto histórico, bem como a intertextualidade presente, assinale a alternativa que melhor analisa a função do discurso indireto livre no fragmento e sua relação com o projeto estético-político do Modernismo de 1930.
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