Uma indústria de médio porte está ampliando sua subestação de 13,8 kV e contratou um engenheiro eletricista para especificar os dispositivos de proteção e manobra. Durante a análise, o engenheiro precisa decidir entre disjuntores a vácuo e a SF6, considerando as características operacionais e de manutenção. Ele também deve avaliar a coordenação da proteção com os relés digitais e a seletividade com a concessionária. Com base nas normas técnicas e nas boas práticas de projeto, analise as afirmativas a seguir:
I. Os disjuntores a vácuo são preferíveis em subestações com grande número de manobras, pois apresentam vida útil elétrica superior à dos disjuntores a SF6, porém exigem maior manutenção nos contatos devido ao desgaste pelo arco elétrico.
II. A coordenação da proteção deve garantir que, para uma falta a jusante do disjuntor geral da indústria, atue primeiramente o dispositivo de proteção mais próximo da falta, preservando a seletividade e evitando interrupções desnecessárias no fornecimento.
III. Em subestações de consumidores com transformadores a seco, é obrigatório o uso de disjuntores a SF6, pois o vácuo não é capaz de interromper correntes de curto-circuito nesse tipo de instalação.
IV. A manutenção preditiva em disjuntores a vácuo pode ser realizada por meio da análise de gases dissolvidos no óleo isolante, assim como nos transformadores.
V. O uso de relés digitais permite a implementação de funções de proteção como 50/51, 50N/51N e 27/59, além de facilitar a integração com sistemas supervisórios e a obtenção de registros de eventos.
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