Um cirurgião-dentista atende em uma clínica de odontopediatria e recebe uma criança de 6 anos de idade, sexo masculino, acompanhada pela mãe, com queixa de dor espontânea e intermitente no dente 74. Ao exame clínico, observa-se lesão cariosa cavitada em face oclusal do dente 74, sem exposição pulpar visível, e leve sangramento gengival à sondagem. A mãe relata que a criança faz uso de dentifrício fluoretado desde os 2 anos, mas não tem o hábito de usar fio dental. Considerando as recomendações atuais de prevenção e o manejo clínico em odontopediatria, avalie as afirmativas a seguir:
I. A presença de sangramento gengival à sondagem indica gengivite, que pode ser controlada com instrução de higiene oral e uso regular de fio dental, sem necessidade de antibioticoterapia sistêmica.
II. A dor espontânea e intermitente é compatível com pulpite irreversível, o que contraindica a realização de tratamento restaurador adesivo e indica a pulpectomia do dente 74.
III. O uso de dentifrício fluoretado desde os 2 anos de idade, na quantidade adequada, é uma medida eficaz para prevenção de cárie, mas não dispensa o uso do fio dental para limpeza interproximal.
IV. A aplicação tópica de flúor profissional (gel acidulado a 1,23%) é indicada como medida coadjuvante no controle da cárie, mesmo na presença de lesão cavitada ativa, pois promove remineralização do esmalte desmineralizado.
V. A orientação dietética, com redução da frequência de consumo de açúcares, é uma estratégia importante para o controle da cárie, mas deve ser acompanhada de medidas de higiene oral e uso de fluoretos para ser efetiva.
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