Em uma unidade do Tribunal Regional do Trabalho, o setor de saúde ocupacional registrou aumento expressivo de afastamentos por transtornos mentais comuns entre servidores de uma mesma equipe. A psicóloga responsável, orientada pela psicodinâmica do trabalho de Christophe Dejours, foi convidada a elaborar um diagnóstico situacional. Durante as entrevistas coletivas, os servidores relataram que as metas são definidas sem participação, que a chefia imediata desqualifica publicamente erros e que, embora exista um manual de boas práticas, ele é sistematicamente ignorado pela gestão. Relataram, ainda, que antigos colegas que adoeciam eram tratados como 'fracos' e que, por isso, passaram a ocultar sintomas e a simular normalidade. Um dos servidores afirmou: 'aqui a gente aprendeu a rir da própria desgraça para não chorar; é o jeito de continuar'.
Considerando os conceitos de organização do trabalho, sofrimento, estratégias defensivas e patologia da solidão, a leitura psicodinâmica mais adequada do caso é:
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