Uma equipe de saúde da família, em um município de médio porte, tem enfrentado dificuldades no cuidado a usuários com transtornos mentais leves e persistentes. Após capacitação sobre a Política Nacional de Humanização (PNH), a equipe decidiu implementar o Projeto Terapêutico Singular (PTS) para um caso complexo: J.M., 42 anos, com diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada e histórico de uso abusivo de álcool, que tem demandado atendimentos frequentes e apresentado dificuldades de adesão ao tratamento. Durante a construção do PTS, a equipe discutiu a importância de considerar a singularidade do sujeito, a corresponsabilização e a construção de vínculo. No entanto, surgiram dúvidas sobre como operacionalizar tais conceitos na prática cotidiana.
Considerando os princípios e diretrizes da PNH e do PTS, avalie as afirmações a seguir:
I. O PTS deve ser construído exclusivamente pelo profissional de saúde mental de referência, que detém o saber técnico para definir as metas e as ações a serem realizadas, cabendo ao usuário apenas concordar com o plano proposto.
II. A corresponsabilização implica que o usuário e sua família assumam a responsabilidade integral pelo sucesso do tratamento, isentando a equipe de saúde de avaliar continuamente as estratégias e os resultados.
III. O vínculo terapêutico, na perspectiva da PNH, é entendido como uma relação de confiança e respeito mútuo, que favorece a escuta qualificada e a construção conjunta de soluções, considerando o contexto de vida do usuário.
IV. A singularidade do sujeito refere-se à necessidade de se considerar as particularidades biológicas, psicológicas e sociais de cada pessoa, evitando-se protocolos rígidos e padronizados que desconsiderem sua história e necessidades específicas.
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