O Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (TPI), incorporado ao direito brasileiro pelo Decreto n. 4.388/2002, estabelece regras próprias sobre a cooperação entre os Estados Partes e o Tribunal. Considere o seguinte cenário hipotético:
O TPI, no curso de investigação sobre crimes contra a humanidade supostamente praticados em território de um Estado Parte, expediu pedido de detenção e entrega de um nacional brasileiro que se encontra no Brasil. O Estado brasileiro, alegando soberania e o princípio da nacionalidade, recusa a entrega e informa que pretende julgar o caso perante a Justiça Federal, com base no art. 7º, II, do Código Penal (extraterritorialidade) e no dever de repressão previsto em tratado. Paralelamente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) edita ato normativo interno dispondo sobre a tramitação de pedidos de cooperação judiciária internacional originados de tribunais internacionais, criando procedimento administrativo prévio de autorização pelo Ministro da Justiça antes de qualquer cumprimento de ordem do TPI.
Com base no Estatuto de Roma, na jurisprudência internacional sobre a matéria e nas normas constitucionais brasileiras aplicáveis, assinale a alternativa correta.
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