Durante fiscalização de rotina em uma repartição pública federal, o servidor estável João, investido em cargo de provimento efetivo, constata que seu colega Pedro, também servidor efetivo, tem se apropriado de valores de pequena monta do caixa de suprimentos, mediante fraude em recibos. João, temendo represálias e agindo por mera liberalidade, deixa de comunicar o fato à autoridade competente e, dias depois, em conversa informal com Pedro, exige deste o pagamento de R$ 500,00 para que se mantenha silente. Pedro, sentindo-se constrangido e temendo as consequências, efetua o pagamento. Paralelamente, o chefe imediato de ambos, Carlos, ao tomar conhecimento dos fatos por terceiros, determina a instauração de sindicância, mas, por consideração pessoal por Pedro, deixa de adotar as providências cautelares cabíveis e de comunicar o fato à autoridade policial, omitindo-se deliberadamente quanto à apuração da infração penal.
Considerando o disposto na Lei n. 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade), a Lei n. 8.112/1990 e a jurisprudência dos tribunais superiores sobre agentes públicos, assinale a alternativa correta.
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