O controle incidental de constitucionalidade, no ordenamento jurídico brasileiro, possui contornos específicos definidos pela Constituição Federal e pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Considere a seguinte situação hipotética:
Em uma ação de cobrança ajuizada por uma autarquia federal contra um particular, o juiz de primeiro grau, ao analisar o pedido, depara-se com um decreto regulamentar que, supostamente, extrapola os limites da lei que regulamenta. O magistrado, convencido da inconstitucionalidade do decreto, decide não aplicá-lo ao caso concreto, julgando procedente o pedido da autarquia com base na lei. A autarquia recorre, alegando que o juiz não poderia deixar de aplicar o decreto, pois sua validade deveria ser presumida até que declarada inconstitucional pelo STF. O Tribunal Regional Federal, ao julgar o recurso, mantém a decisão de primeiro grau, mas acrescenta fundamentação própria, reconhecendo incidentalmente a inconstitucionalidade do decreto. O acórdão é publicado e, posteriormente, a autarquia interpõe recurso extraordinário, sustentando que a decisão do TRF violou a cláusula de reserva de plenário, pois a inconstitucionalidade foi reconhecida por órgão fracionário.
Com base nesse cenário e na disciplina constitucional do controle incidental, assinale a alternativa correta.
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