Um homem de 58 anos, tabagista de longa data (carga tabágica de 40 anos-maço), procura atendimento ambulatorial com queixa de dispneia progressiva aos esforços há cerca de dois anos, atualmente aos pequenos esforços (mMRC 3), associada a tosse crônica com expectoração hialina e episódios de sibilância. Nega febre ou hemoptise. Ao exame físico, apresenta tórax em tonel com aumento do diâmetro anteroposterior, redução do murmúrio vesicular difusamente e tempo expiratório prolongado. A espirometria pós-broncodilatador revela VEF1/CVF de 0,58 e VEF1 de 48% do previsto. A radiografia de tórax mostra hiperinsuflação pulmonar e retificação das cúpulas diafragmáticas. Considerando o diagnóstico e o manejo da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) nesse paciente, avalie as afirmativas a seguir:
I. A presença de sintomas compatíveis, exposição a fator de risco e relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,70 confirmam o diagnóstico de DPOC, sendo desnecessária a realização de prova broncodilatadora para afastar asma.
II. De acordo com a classificação GOLD, o paciente pertence ao grupo B (mMRC ≥ 2 e menos de duas exacerbações por ano), e a terapia inicial recomendada é um broncodilatador de longa ação, podendo ser LAMA ou LABA.
III. A presença de hiperinsuflação pulmonar e retificação das cúpulas diafragmáticas na radiografia de tórax é suficiente para o diagnóstico de enfisema, dispensando a confirmação espirométrica.
IV. A oxigenoterapia domiciliar prolongada está indicada se a PaO2 em repouso for ≤ 55 mmHg ou SatO2 ≤ 88%, ou entre 56-59 mmHg com evidência de cor pulmonale ou policitemia (Ht > 55%).
Está correto o que se afirma em:
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