O Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (TPI), incorporado ao direito brasileiro pelo Decreto n. 4.388/2002, estabelece regras próprias sobre competência, admissibilidade e cooperação com os Estados. Considere o seguinte cenário:
Um nacional brasileiro, servidor do Poder Judiciário da União, é acusado de ter praticado, em território estrangeiro, crime de genocídio contra grupo nacional diverso, no contexto de conflito armado não internacional. O Brasil, embora tenha ratificado o Estatuto de Roma, não tipificou internamente o genocídio na forma exata prevista no Estatuto, mas pune o crime em lei ordinária com pena inferior à prevista no Estatuto. O Conselho de Segurança da ONU não encaminhou o caso ao Procurador do TPI, e o Estado territorial, embora tenha jurisdição, não demonstrou disposição genuína de investigar ou julgar o caso, por razões de conveniência política.
Diante desse quadro, e considerando as normas do Estatuto de Roma e a jurisprudência consolidada sobre a complementaridade, assinale a alternativa correta.
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