Uma empresa do setor de tecnologia, após anos de rápido crescimento, enfrenta um cenário de estagnação e conflitos internos. A alta direção contrata uma consultoria para diagnosticar a cultura organizacional. Durante o diagnóstico, são coletados os seguintes dados:
- Os fundadores, ainda no conselho, reforçam constantemente a importância da inovação e da autonomia, mas os gestores intermediários são avaliados e recompensados exclusivamente pelo cumprimento de metas de curto prazo e pela aderência a processos rígidos.
- Os funcionários relatam que, embora a empresa divulgue publicamente valores como 'colaboração' e 'transparência', na prática, as decisões são tomadas de forma centralizada e as informações estratégicas não são compartilhadas.
- Em reuniões, é comum que ideias divergentes sejam desencorajadas, e os que as apresentam são vistos como 'problemáticos'.
- Ao mesmo tempo, a empresa mantém um programa de incentivo a projetos inovadores, mas os participantes relatam que, após a aprovação inicial, enfrentam barreiras burocráticas e falta de recursos para implementação.
Com base nos conceitos de cultura organizacional, especialmente na distinção entre artefatos, valores esposados e pressupostos básicos, e considerando a dinâmica de subculturas e a relação entre cultura e estratégia, a interpretação mais adequada do caso é: