Texto CG1A1CCC1 ASDA injustiça, Senhores, desanima o trabalho, ahonestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços,semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente4 da podridão, habitua os homens a não acreditar senão naestrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte; promove adesonestidade, a venalidade, a relaxação; insufla a cortesania,7 a baixeza, sob todas as suas formas. ASDDe tanto ver triunfar as nulidades, de tanto verprosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto10 ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homemchega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonhade ser honesto.13 ASDE, nessa destruição geral das nossas instituições, amaior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça,corroborada pela ação dos homens públicos. E, nesse16 esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é afalta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta depunição quando ocorre um crime de autoria incontroversa, mas19 ninguém tem coragem de apontá-la à opinião pública, de modoque a justiça possa exercer a sua ação saneadora e benfazeja.Rui Barbosa. Obras completas de Rui Barbosa. Vol. XLI. 1914.Internet: <www.casaruibarbosa.gov.br> (com adaptações). No último parágrafo do texto CG1A1CCC, a forma pronominal “la”, em “apontá-la” ( ℓ.19), retoma