No contexto da atenção à saúde da pessoa idosa, a avaliação da capacidade funcional por meio de instrumentos padronizados, como o Índice de Barthel e a Medida de Independência Funcional (MIF), permite ao terapeuta ocupacional identificar o nível de dependência nas atividades de vida diária (AVDs) e planejar intervenções. Contudo, a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) propõe uma abordagem mais ampla, que considera não apenas a capacidade de realizar tarefas, mas também o desempenho real no ambiente e os fatores contextuais. Nesse sentido, é correto afirmar que, para a CIF, a restrição na participação social de um idoso com hemiparesia pós-AVC deve ser compreendida exclusivamente como consequência direta da deficiência neuromuscular, independentemente de barreiras arquitetônicas ou atitudinais presentes no ambiente.
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