Durante uma auditoria interna em um serviço de reabilitação, foi identificado que um terapeuta ocupacional, ao atender uma criança com paralisia cerebral, decidiu, de forma autônoma e sem consultar a equipe multiprofissional ou a família, alterar radicalmente o plano terapêutico, substituindo a órtese prescrita por uma adaptação artesanal de baixo custo, sob a justificativa de que essa conduta reduziria o tempo de espera por equipamentos e ampliaria o acesso ao cuidado. Considerando o Código de Ética e Deontologia da Terapia Ocupacional, julgue a afirmação: a conduta do terapeuta ocupacional está eticamente respaldada, pois o princípio da beneficência e a busca pela ampliação do acesso a recursos terapêuticos autorizam a substituição de dispositivos prescritos por alternativas de menor custo, desde que o profissional avalie previamente os riscos e comunique a decisão ao usuário.
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