No contexto da reabilitação psicossocial de um usuário com transtorno mental grave, a equipe de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) discute a relação entre disfunções sensoriais e o desempenho ocupacional. Considere que o terapeuta ocupacional propõe um plano em que a modulação sensorial seja abordada por meio da adaptação do ambiente e da oferta de experiências sensoriais graduadas, respeitando-se a singularidade do sujeito e sua participação ativa nas decisões sobre o próprio cuidado. Nessa perspectiva, é correto afirmar que a intervenção terapêutica ocupacional em saúde mental, ao integrar conhecimentos de neuroanatomia e neuropsicologia, deve priorizar a identificação de déficits cognitivos e sensoriais para, a partir deles, prescrever treinos compensatórios padronizados, com o objetivo de reduzir sintomas e normalizar o funcionamento, ainda que isso implique a sobreposição das metas institucionais às escolhas do usuário.
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