No contexto da reabilitação psicossocial de um usuário com transtorno mental grave, a equipe de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) discute a relação entre disfunções sensoriais e o desempenho ocupacional. Durante a reunião, um terapeuta ocupacional afirma que, embora a neuropsicologia evidencie que o processamento sensorial atípico possa impactar a regulação emocional e a participação social, a identificação de padrões de disfunção sensorial no âmbito da saúde mental deve ser compreendida como um fenômeno exclusivamente neurobiológico, desvinculado de fatores contextuais e relacionais, pois as alterações no processamento sensorial em quadros psicóticos e afetivos decorrem unicamente de disfunções nos circuitos corticais e subcorticais, não sofrendo influência do ambiente psicossocial ou da história ocupacional do sujeito.
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