Um paciente de 58 anos, tabagista e etilista crônico, apresenta-se ao serviço de odontologia hospitalar com uma úlcera indolor em borda lateral de língua, com cerca de 2 cm, de bordas endurecidas e fundo necrótico, com evolução de três meses. O cirurgião-dentista, ao examinar a lesão, identifica também uma área esbranquiçada e não removível à raspagem, adjacente à úlcera, e, durante a anamnese, o paciente relata dificuldade para deglutir e leve rouquidão. Diante desse quadro, é correto afirmar que a presença de leucoplasia adjacente à úlcera, por si só, confirma o diagnóstico de carcinoma espinocelular, uma vez que a leucoplasia é considerada uma lesão cancerizável de alto risco de transformação maligna e, portanto, sua identificação dispensa a necessidade de biópsia incisional da área ulcerada para confirmação histopatológica.
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